nem a imensidão da superfície terrestre
nem a superfície de todos os planetas
muito menos a grandiosidade de todos os astros e estrelas
tudo isso pode ser suficiente, para abrigar a materialidade das coisas
mas aquilo que é imaterial não cabe
contraditoriamente
o que todos esses lugares imensos não conseguem abrigar
pode ser guardado em espaços muito pequenos:
no intervalo entre as capas de um livro
no momento em que uma musica rompe o silencio
e no coração
com o livro, você rompe a barreira do real
a música te transporta para um universo tão longe, longe demais
um universo dentro de nós mesmos
e o coração é como uma caixinha de música
um objeto sólido, fechado
que quando se deixa abrir, revela uma beleza difícil de descrever
depois de considerar esses três elementos, dentre muitos outros
o livro, a música e o coração
facilita entender muitos paradoxos
como as vezes mesmo tão longe, estamos tão perto
ou como em meio a multidão, estamos tão só
ou como tudo aquilo que pareceu ser não, de repente é sim
as vezes, colocar a mochila nas costas e girar o mundo em busca de respostas não adianta
quando ela está dentro de nós mesmos
basta permitir que a caixinha de música se abra
abrir os ouvidos para a música que ela toca
mais um paradoxo
o que parece ser tão fácil, mas que na realidade é tão difícil
dedicado a Carlos Santos
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domingo, 6 de abril de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
acaso
a lei do acaso
a mesma que nos aproximou num dia
ao qual acordei e não sabia que ia conhecer alguém legal
que sem esse tal de acaso, talvez eu não tivesse conhecido
talvez
que esse mesmo acaso
te leve onde você quer chegar
ou melhor
te leve onde você menos espera
e te surpreenda com algo ainda melhor que seus sonhos
as vezes o acaso faz isso.
dedicado a Marcus Assis.
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