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sábado, 21 de junho de 2014

Diálogo entre a presença e ausência












(Frames do filme Melancholia, Lars von Trier, 2011)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

coincidências banais

de todos nós que aqui estamos
78 vieram com o mesmo objetivo
34 pelo mesmo caminho
na bolsa de 56 havia exatamente a mesma quantidade de canetas

se somarmos a quantia em dinheiro que trago hoje e a que eu trazia semana passada, teremos o mesmo valor que 7 deles tem hoje no bolso

ao finalizar as atividades, 18 vão direto pra casa
2 a pé, 6 de carro e 8 de ônibus
mas dentre essas pessoas, 3 mudaram de ideia no meio do caminho
dentre os meninos, 29 tem cachorro em casa e 8 deles se intitulam dono do animal

de todos nós, 87% já havia visto algum outro integrante antes desse momento, passando na rua ou em algum evento
mas como não conhecia, não gravou o rosto
pensam que se conheceram agora
mas não

22 de nós, pesa 64 kilos
desses 22, apenas 8 estão satisfeito com seu peso

3 de nós assistiu um filme ontem
desses 3, eu sou um
você é outro
desses três, dois saíram do cinema mais felizes que entraram
eu e você


domingo, 19 de janeiro de 2014

existência subjetiva

Existe, num lugar a alguma distância daqui, uma terra mágica. Todos os dias  a vista do céu nesse lugar é presenteada pela presença do arco-íris. De dois em dois dias, chove. De três em três dias, as pessoas se dão o direito de dormir até um pouco mais tarde. Uma ou duas horas a mais. De quatro em quatro dias, o sol esquenta mas como de dois em dois dias chove, nesses dois dias a chuva refresca. De cinco em cinco dias, pela noite a lua aparece. Nos outros, ela fica escondida atrás das nuvens. E quando aparece, faz com que as pessoas saiam de suas casas, caminhem sozinhas, aos  pares ou grupos; para admirar a sua beleza. Alguns olham pela janela mesmo e já é suficiente. Toda semana há um dia em que não se trabalha. De quinze em quinze dias, as pessoas vão até o lago da cidade para nadar. Durante seis meses a água do lago é quente, os outros seis é fria. Por longos dois meses do ano, neva. E a cada ano, esse evento ocorre em meses diferentes. De oito em oito meses há migração dos pássaros. A cada duzentos e cinco anos cai um cometa em algum lugar no perímetro da cidade.

Uma vez por semana, eu sonho com essa cidade. Em dois terços dos sonhos, eu vivo lá. Em um terço, sou visitante. Duas vezes por mês, sonho que estou arrumando as malas. De dois em dois meses estou no avião, a caminho.

Uma cidade que não sei se quer o nome. Enquanto não nos conhecemos, somos dois estranhos. Não sei o quão perto ou quão distante ela está. Tudo que sei é que ela existe, já que o pensamento ou sonho é a condição da existência.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

gravidade

gosto dessa sensação
uma leveza ao andar, um quase flutuar
tudo parece um pouco mais poetizado
as luzes dos carros e as pessoas andando
e todos os ângulos me parecem a fotografia mais genial de todas

andando na superfície terrestre
e cantando por dentro aquela mesma canção
andando nas ruas de Belo Horizonte
numa gravidade diferente da que costuma ter por aqui
andando em meio a muitas árvores
e me sentindo sozinho em meio a elas

tão concreto que...
poderia descrever esse sentimento em uma única palavra.



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

The Milky Way

Until these days
Until tomorrow night
I tried to find the sky
To build my castle in sky
Because in the sky, don't have private property
And my castle can get the size that I want

Today, after a strange dream
I discovered that the sky isn't the limit
Now, I'm trying to find the Milky Way