quinta-feira, 2 de julho de 2009

Me busca no fundo. Superfície. Fundo do meu ser

Na noite, as pessoas gritam; são pardas, são negras.

No dia, sou eu. E todos nós somos nós mesmos.

Mascaras, pregam aos rostos dos tolos. Pobres tolos.

Quero o mundo moderno, quero a essência do meu ser em frascos simétricos.

Na vitrine. Na estante. (Sou duplo. Sou duplo)

E que tu possas, na superfície sentir o insípido dos meus lábios.

Gira o relógio em câmara de gás. Param os ponteiros em câmera lenta.

E no dia em que nossos rostos se percebessem.

Quero um nove em linha ao três. Quero um doze em linha ao seis.

E se todos os gatos são pardos. Peças iguais se encaixam.

Então me busca no fundo do meu ser.

Quero... na fumaça do mundo.

Na superfície sou eu, no fundo somos nós.

E se a noite é de lua. Argentina, subo paredes.

...vá, e vá sem lagrimas. Mas busca a ti primeiro.

Vozes na penumbra delineiam o seu rosto.

E se as marcas dos teus braços ainda pesam meus ombros

Quero novamente.

E se teu amor foge a meu olhar.

Não quero mais sofrer em tu mão macabras.

“Liberdade ainda que tardia”

Então o ritmo marcou nossos olhos. Quando pernas não seguem comandos.

? Volto debaixo do braço. E se a superfície sujou nossas mãos.

Juntos podemos limpa-las

E se buscastes no fundo do meu ser, meu verdadeiro eu.

E ainda não era o que te agrada, outros outonos virão.

E se no mundo todas as lagrimas fossem de adeus...

Choraríamos sozinhos, voltando pra casa. (ainda quero)

Sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...

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