1°
Na noite, as pessoas gritam; são pardas, são negras.
2°
No dia, sou eu. E todos nós somos nós mesmos.
Mascaras, pregam aos rostos dos tolos. Pobres tolos.
3°
Quero o mundo moderno, quero a essência do meu ser em frascos simétricos.
Na vitrine. Na estante. (Sou duplo. Sou duplo)
E que tu possas, na superfície sentir o insípido dos meus lábios.
4°
Gira o relógio em câmara de gás. Param os ponteiros em câmera lenta.
E no dia em que nossos rostos se percebessem.
Quero um nove em linha ao três. Quero um doze em linha ao seis.
E se todos os gatos são pardos. Peças iguais se encaixam.
5°
Então me busca no fundo do meu ser.
Quero... na fumaça do mundo.
Na superfície sou eu, no fundo somos nós.
E se a noite é de lua. Argentina, subo paredes.
...vá, e vá sem lagrimas. Mas busca a ti primeiro.
6°
Vozes na penumbra delineiam o seu rosto.
E se as marcas dos teus braços ainda pesam meus ombros
Quero novamente.
E se teu amor foge a meu olhar.
Não quero mais sofrer em tu mão macabras.
“Liberdade ainda que tardia”
7°
Então o ritmo marcou nossos olhos. Quando pernas não seguem comandos.
? Volto debaixo do braço. E se a superfície sujou nossas mãos.
Juntos podemos limpa-las
E se buscastes no fundo do meu ser, meu verdadeiro eu.
E ainda não era o que te agrada, outros outonos virão.
E se no mundo todas as lagrimas fossem de adeus...
Choraríamos sozinhos, voltando pra casa. (ainda quero)
Sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...sempre...
Nenhum comentário:
Postar um comentário