domingo, 6 de outubro de 2013
manifesto nº15 (do caminho)
pelas ruas por onde andei
de terra, de asfalto, de pedra
nada do que eu buscava encontrei
nesse caminho que faço sem mesmo saber porque
de todos os questionamentos que tinha, sobrou um
quem surgiu primeiro, o caminho ou o caminhar?
pelas ruas de terra, nada além do tédio
as descobertas que pareciam tão importantes naquela altura
hoje percebo o quão simples eram
uma ingenuidade despercebida
cansei
pelas ruas de asfalto, nada além da solidão
a vista superior sobre a cidade acesa
a noite, os carros e suas luzes
o grande relógio que de(marca) a passagem do tempo
me faz querer voltar no tempo e ao mesmo tempo quero que o tempo voe
a liberdade de estar sozinho me aprisiona
estou dentro do apartamento e estou dentro de mim mesmo
pelas ruas de pedra, a libertação
a cidade velha tira de mim os velhos pudores
e preenche esse espaço, então vazio, com coisas mais interessantes
meus pés querem sentir a textura de cada uma das pedras
da rua e da calçada também
em cada dia e cada noite uma nova aprendizagem
ainda não descobri quem surgiu primeiro
se foi o caminhar ou o caminho
mas na mesma, sigo caminhando
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